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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Boca no trambone!



Olá,

Bem, quando começamos o processo deixamos para contar aos nossos pais somente após ter pago as primeiras taxas do consulado.
Além das pessoas da família, poucos amigos sabiam, porque não tinha vontade nenhuma em contar para todo o mundo.
Mas só que aí o negócio foi tomando um rumo que, quando vimos, estávamos falando da imigração com todo o mundo.
A primeira situação de divulgação involuntária do nosso processo foi o professor de nossos filhos. Participamos de um grupo de atividades da escola onde toda quarta-feira as crianças se encontram para se divertirem.
Pois então, para fechar as torneiras de saída de $$ decidimos tirar os meninos desta tarefa. Encaminhei um email para o professor e, como somos muito amigos da sua esposa, comentamos que estávamos em processo de imigração e tudo o mais.
Aí, para avisar aos pais que nós tínhamos saido, o professor "pessoal, para economizar mais grana para ir para o Canadá, o rogério e a alê vão tirar os meninos do projeto".. Rapaz!! Por conhecer e gostar muito do professor sei que ele fez na maior das boas intenções, mas o negócio é que agora todo mundo da escola vem nos perguntar sobre o processo.
Outra foi minha mãe, quando falei que recebemos a carta do consulado ela "abriu" geral para família...
Mas a pior de todas é que até no trabalho a líder do meu projeto já sabe. O bom que ela soube pq começou a me perguntar um monte de coisa sobre o IELTS e tudo o mais e, para introduzir o assunto de não ficar até o fim do projeto, falei que estava a procura de um mestrado no Canadá.
Estava tudo bem, mas aí ela veio me falar que um amigo foi lhe pedir uma carta de recomentação para o processo de imigração e pipipi popopo.. ela estava toda empolgada contando a história e como ela e o marido também pensavam em imigrar... quando eu não resisti, soltei a gravata, arrebentei os botões da minha blusa, enchi o peito e disse: Eu também estou no processo de imigração!!!
Pronto, agora até a cachorrinha da vizinha já sabe onde estaremos em março de 2010.
O pior que isso dá um frio na barriga... principalmente quando pensamos que pode dar alguma coisa errada, brrr! bate aí na madeira você também!
Abração e boa semana!
Rogério Lima

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

De mudança...


Ano novo, vida nova!!!
Estamos de mudança!!! Saíremos de uma casa em condomínio fechado para um apertamento "dentro da cidade".
A primeira coisa que estamos pensando é como fazer com que todas as nossas coisas caibam dentro do apertamento, é como se quizéssemos colocar um carro na garagem dedicada a moto, rs...
Mas gostamos muito da mudança e estamos bem satisfeitos, pois muita coisa ficará mais fácil, como acesso à escola, trabalho, lazer etc.
Aproveitamos para fazer nosso primeiro teste rumo ao Canadá, nos desfazer das coisas que gostamos. Desta maneira, armários, roupas, bolsas, brinquedos, tênis... estão passando por uma verdadeira reciclagem.
Não é uma coisa das mais prazerosas de fazer, mas já que temos uma meta, nada melhor que nos adaptarmos a ela. ;o))
Grande abraço!
Rogério e Alessandra

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Despreendimento

- Mas nós vamos vender tudo o que temos?

Esta foi a pergunta que a Alessandra me fez hoje pela manhã.

Às vezes temos muito apego em nossas coisas e fica até difícil quando pensamos em deixá-las.

Toda vez que pensamos sobre a imigração, vem na cabeça que nossos filhos não verão a troca da bandeira todo mês na esplanada, não faremos churrasco no parque da cidade, não sentirão o prazer de fazer hapell no Sudoeste ou nas cachoeiras perto de Brasília, não sentirão a adrenalina ao correr dos cachorros que perseguem nossa bike quando descemos para o minhocão (UnB), não brincarão de garrafão, pique lobo, passa anel, salada mista, bete ou carniça, no fim do ano não vão para o pantheon da liberdade tomar chapinha e depois escorregar no gramado do Congresso, não vão passar em frente ao palácio e falar para os guardinhas que eles têm a cabeça de papel, não descerão as ladeiras com carrinho de rolimã, não estudarão no Colégio Madre Carmen Sallés ou Leonardo da Vinci e nem sentirão a angústia de pedalar no nosso cerrado no mês de agosto.

Com certeza não verão muitas das coisas que vivemos ou presenciamosm, mas isto não é o fim da picada. O legal é que passaremos de pais que mostram aos filhos nossos lugares prediletos para pais que os filhos mostram tais lugares e, muitas vezes, nos ensinarão sobre assuntos cotidianos de nossa vida.

As crianças são os maiores beneficiados de todo o processo, seja pela facilidade que adaptam ao meio ou pelas novas descobertas que farão. Como li em um outro post, as nossas crianças são os meninos dos olhos do governo canadense, serão os verdadeiros canadenses, nós seremos os instrumentos para mostrar a eles um novo local ou uma nova vida e faremos isto tudo com o maior prazer, pois não tiraremos dos pequenos toda a alegria que encontrariam em nosso "mundo" mas ampliaremos e acrescentaremos coisas e acontecimentos a realidade deles.

Assim, não podemos achar que a imigração é um fim de uma história, que nunca mais voltaremos ao Brasil e tudo o que vivemos será perdido, o processo é o continuar de uma história de imigrantes que buscam uma nova e melhor realidade.

Deixar as "coisas" para trás faz parte do processo, ainda mais que estas coisas nos ajudarão a ir para frente, pois serão o nosso sustento por um período que pode ser grande.

Então vamos!! Deixe tudo para trás e vamos viver com paixão, alegria, vamos viver e fazer acontecer!!!

Rogério